quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Collins, primeiro gay assumido da NBA, tem camisa mais vendida da liga


Pivô, que estrou no domingo pelo Brooklyn Nets tornou-se sucesso de venda no site da NBA e superou astros como LeBron James, Kevin Durrant e Blake Griffin

Jason Collins na partida do Brooklyn Nets NBA (Foto: AP)Collins estreou pelo Brooklyn Nets no domingo (Foto: AP)
Primeiro homossexual assumido da NBA, Jason Collins, tem sido um sucesso no basquete americano. O apoio dos torcedores tem sido tão grande que a camisa do atleta, a número 98 do Brooklyn Nets, tornou-se a mais vendida no site oficial da liga americana. Collins deixou para trás astros como LeBron James, Kevin Durrant e Blake Griffin.
- A volta de Jason Collins para o campeonato representa um momento histórico e os fãs continuam mostrando o apoio ao comprar a camisa dele – comentou o vice-presidente da NBA, Vicky Picca, em entrevista para a CNN. 
Collins estreou no último domingo na vitória de sua equipe sobre o Lakers por 108 a 102. O pivô teve uma exibição discreta, sem pontos e com apenas dois rebotes em pouco mais de dez minutos em quadra. Ainda assim, chamou a atenção dos Estados Unidos, e recebeu cumprimentos até do prefeito de Nova York, Bill de Blasio.
O número 98 foi escolhido em tributo a Matthew Shepard, um universitário que foi torturado e brutalmente assassinado em 1998 por ser gay. Collins planejava vestir a camisa 98 já na sua estreia, na noite do último domingo. No entanto, o pivô acertou contrato com o Brooklyn apenas horas antes do duelo contra os Los Angeles Lakers. Por isso, ele jogou com a camisa 46, que já estava à disposição no momento. Jason prometeu usar a nova numeração nesta quarta-feira, quando os Nets encaram o Portland Trail Blazers.
Fonte: GloboEsporte.com
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Baseado em fatos reais, "12 Anos de Escravidão" traz história forte e devastadora




O longa, dirigido por Steve McQueen e protagonizado por Chiwetel Ejiofor, é um dos fortes candidatos ao Oscar de Melhor Filme


Forte. Brutal. Devastador. Essas são palavras que podem descrever o filme "12 Anos de Escravidão", que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, 21 de fevereiro. Dirigido por Steve McQueen, de "Fome" (2008) e "Shame" (2011), o drama histórico protagonizado por Chiwetel Ejiofor e um talentoso elenco é um dos favoritos ao Oscar 2014.

Baseado em uma história real, "12 Anos de Escravidão" conta a luta de um homem pela liberdade e sobrevivência nos Estados Unidos antes da Guerra Civil (1861 a 1865). Solomon Northup (Ejiofor) é um homem negro e livre vivendo no estado de Nova York, quando, por volta de 1841, é sequestrado e vendido como escravo. De repente, ele perde tudo o que tinha, incluindo sua família, e se vê mergulhado em um pesadelo.


Seu primeiro dono é o paternal William Ford (Benedict Cumberbatch), que até lhe dá um violino, instrumento que Solomon toca muito bem. O pior, se é que se pode dizer assim, acontece quando Solomon Northup torna-se propriedade de Edwin Epps (Michael Fassbender), um homem extremamente violento que administra sua fazenda de algodão com um sistema punitivo severo e arbitrário. Epps, que recebeu Solomon como pagamento de uma dívida, não tem medo de pegar no chicote para fazer valer suas vontades e desejos. Aí entra em cena a escrava Patsey, interpretada magnificamente por Lupita Nyong'o. Patsey é o objeto de fixação de Epps e vê em Solomon um amigo e até uma possível solução para os seus problemas.

Dentro desse ambiente, o corpo e a mente de Solomon Northup são levados ao limite máximo. Mesmo com toda desgraça ao seu redor, ele se recusa a sucumbir à desesperança, sonhando que, um dia, voltará a ser um homem livre. Eis que então, no 12º ano de sua jornada, Solomon conhece um caridoso carpinteiro canadense chamado Samuel Bass (Brad Pitt). Contrário à escravidão, Samuel torna-se o caminho para a liberdade de Solomon, com a ajuda de uma carta declarando sua captura e sua atual situação. Onze anos, 8 meses e 26 dias depois, Solomon Northup é novamente um homem livre.
Então o filme de Steve McQueen é mais um filme sobre a escravidão? Não. Esse longa retrata a escravidão de um jeito nunca mostrado no cinema norte-americano. O filme é uma aula de história, um longa poderoso que mostra o terror devastador pelo quais milhões de homens e mulheres passaram. A verdade está ali, crua na tela do cinema. O que o espectador vê fala por si mesmo. O uso de takes longos e ininterruptos por  McQueen forçam quem está assistindo ao longa a absorver todo impacto daquilo que está sendo mostrado.
Para os fãs do trabalho de Steve McQueen, "12 Anos de Escravidao", não é tão artístico quanto seus outros filmes, "Fome" e "Shame". A linguagem agora é mais convencional e a narrativa, mais clássica. Mas a história é contada e muito bem. Não é a toa que o filme foi destaque em diversas premiações.

Além de "12 Anos de Escravidão" ser um dos fortes concorrentes ao Oscar de Melhor Filme, a produção ainda pode dar estatuetas a Chiwetel Ejiofor (Melhor Ator), Lupita Nyong'o (Melhor Atriz Coadjuvante) e Michael Fassbender (Melhor Ator Coadjuvante). No Oscar inglês, o Bafta, deu "12 Anos". Será que o filme repete o feito no premio máximo do cinema? Façam suas apostas.


(por Janice Scalco)

Fonte: MSN Entretenimento

49 anos desde o assassinato de Malcolm X

No dia 21 de fevereiro de 1965, Malcolm X, líder da luta contra a opressão dos negros nos Estados Unidos, é assassinado no Harlem.
Malcom X
Malcom X
Malcolm Little nasceu em 19 de maio de 1925 no Nebraska, Estados Unidos. Ele ainda era criança quando o pai, pastor batista, foi assassinado por brancos, provavelmente membros da Ku Klux Klan. Órfão (a mãe estava internada num hospital psiquiátrico), Malcolm e seus irmãos foram entregues a orfanatos.
Malcolm e uma irmã foram morar em Boston, onde sobreviveram com trabalhos temporários. Depois, ele mudou-se para o Harlem, bairro de maioria negra em Nova York. Escapou do serviço militar por fingir-se paranóico. Sua carreira no país dos brancos parecia programada: empregos temporários, pequenos delitos, prisão.
Em 1946, foi para a cadeia por roubo e receptação. Justamente no isolamento da penitenciária, ocorreu a conversão que transformaria o profundo conhecedor dos becos de Nova York num dos mais carismáticos líderes negros dos Estados Unidos. Atrás das grades, ele entrou em contato com os ensinamentos de Elijah Muhammed, líder da "Nação do Islã".
Malcolm estudou o Alcorão e outros escritos filosóficos e ao deixar a prisão em 1952 passou a dedicar-se à organização do Movimento dos Muçulmanos Negros. Trocou seu sobrenome de escravo "Little" por "X", dizendo que "o X significa a rejeição do nome de escravo e ausência de um nome africano para ocupar o seu lugar".
Elijah Muhammed considerava-se eleito por Deus para livrar os negros americanos da opressão dos brancos. Malcolm X, seu principal missionário, transformou a mesquita do Harlem em centro do movimento.
Movimento muçulmano
A luta dos negros americanos por igualdade de direitos intensificava-se desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Nos anos 1960, o movimento sofreu uma divisão: enquanto Martin Luther King apostava na chamada "resistência pacífica", os muçulmanos liderados por Elijah Mohammed e Malcolm X defendiam a separação das raças, a independência econômica e um Estado autônomo para os negros.
A principal reivindicação de Malcom X era a melhoria da qualidade de vida para os negros na América. Pelo menos num ponto seu programa diferia do de outros grupos: Malcolm X argumentava que eles tendiam a esperar mais mil anos para alcançarem seus objetivos. "Enquanto nós, muçulmanos, não estamos dispostos a esperar nem mais cem anos. Queremos a separação total entre escravos e senhores de escravos."
Segundo Erik Lincoln, professor de Filosofia Social da Universidade de Atlanta e autor do livro The Black Muslims in America, o movimento muçulmano negro foi, essencialmente, um movimento de protesto social que se comportava mais ou menos como uma seita. Seus adeptos eram principalmente negros da classe mais baixa, que tentavam encontrar seu caminho e seu lugar na sociedade norte-americana. "Talvez, eles, de fato, pretendessem construir sua própria sociedade - uma nação negra de islâmicos", diz.
O projeto muçulmano não se tornou realidade, mas foi elogiado até por um de seus mais severos críticos, o sociólogo James Baldwin. Segundo ele, "Mohammed conseguiu realizar o que diversas gerações de assistentes sociais, comitês, resoluções, projetos habitacionais e parques infantis não haviam logrado: curar e recuperar alcoólatras e vagabundos, redimir egressos de penitenciárias e impedi-los de voltar".
Assassinato
Com o passar do tempo, Malcolm foi ficando cada vez mais famoso. Começou a se distanciar do clichê de que todos os brancos são "endemoniados" e não queria continuar mantendo a fachada de movimento puramente religioso e apolítico.
Em março de 1964, Malcolm X rompeu com o movimento e organizou a Muslim Mosque Inc., e mais tarde a "Afro-American Unity", organização não religiosa. Numa viagem a Meca, a cidade sagrada dos muçulmanos, em 1963, mudou o nome para Al Hajj Malik Al-Shabazz. Seu rompimento com a "Nação do Islã" e sua entrementes posição conciliatória em relação aos brancos lhe trouxeram um certo isolamento.
No dia 21 de fevereiro de 1965, aos 39 anos, ele foi morto com 13 tiros quando discursava no Harlem. Jamais foram encontradas provas, mas suspeitou-se do envolvimento da "Nação do Islã" no assassinato.
Suas ideias foram muito divulgadas na década de 1970 por movimentos como o Black Power e as Panteras Negras. Sua vida e obra também estão documentadas em vários filmes, sendo o mais famoso deles Malcolm X, dirigido por Spike Lee, de 1992.
Fonte: DW

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O discurso sempre atual de Malcolm X



"Uma das maneiras mais astutas dos racistas é usar a imprensa para nos projetar com a imagem de um povo criminoso, usando estatísticas de criminalidade. A imprensa se alimenta destas estatísticas de criminalidade para enganar o público, principalmente o público branco. Há algumas pessoas bem-intencionadas nesse público alvo, bem como também há pessoas mal-intencionadas. E tudo o que o governo quer é que o público esteja do seu lado. Então eles usam a imprensa para criar imagens. Em um nível local eles vão criar uma imagem negativa alimentando as estatísticas para a imprensa, mostrando a elevada taxa de criminalidade na comunidade negra. Assim que esta elevada taxa de criminalidade é enfatizada através da imprensa, então as pessoas começam a olhar para a comunidade negra como uma comunidade de criminosos.

E então qualquer negro na comunidade pode ser parado na rua. 'Coloque suas mãos para cima', eles dizem. Você pode ser um médico, um advogado, um pastor, ou qualquer outra coisa. Mas, apesar de sua posição profissional, vão pensar que você é um criminoso. Só porque você é preto e vive em uma comunidade negra, que foi projetada como uma comunidade de criminosos. E uma vez que o público aceita essa imagem também, abre-se o caminho para um tipo de estado policial atuante na comunidade negra. Eles podem usar qualquer tipo de métodos brutais para reprimir os negros porque 'eles são criminosos de qualquer maneira'." (MALCOLM X)


FONTE: http://www.malcolm-x.org/speeches/spc_021465.htm


(Retirado da página MALCOLM X BRASIL)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O racismo sem fronteiras


Ele passou seis anos jogando na Alemanha, tida como uma das nações mais abertamente racistas da Europa, e só foi sofrer mainfestações pesadas de racismo, como as desta quarta-feira, no Peru, um país latino-americano, ex-colônia de exploração e com características parecidas com as do Brasil, embora seja notadamente mais pobre que nós. É só mais uma prova de que o problema é racial mesmo. O preconceito social existe, mas a cor sempre vai chegar na frente, seja no Brasil, na Alemanha ou no Peru.
Até quando os casos de racismo no futebol serão apenas "lamentáveis"? Quando alguém vai ser punido de verdade?

Moradora de Valéria será a Deusa do Ébano do Ilê em 2014

O Ilê estreou no carnaval de Salvador em 1974, sob protestos das classes médias e da "elite" branca local.

Fiquei muito feliz em saber que Cynthia Paixão, moradora do meu bairro, Valéria, no subúrbio de Salvador, foi eleita a Deusa do Ébano na 35ª Noite da Beleza Negra do Ilê Aiyê, o mais tradicional bloco afro do carnaval baiano, justamente no ano que a agremiação completa 40 anos desde seu primeiro desfile.
A Noite da Beleza Negra é mais que um concurso para escolher a mulher mais bonita do "Mais Belo dos Belos". Neste concurso, vence quem alia a beleza com a inteligência, consciência racial, reconhecimento das lutas que o Ilê trava em prol da defesa do Povo Negro contra o racismo e outra série de atributos que vão muito além da aparência física, pois beleza sem conteúdo é como uma concha vazia, e nós não precisamos disso.
Sempre a vejo passar, mas não temos muito contato. Apesar disso, fiquei feliz por ela como se fosse alguém da minha família. Torço de verdade, porque cada vitória de um de nós é uma vitória de todos nós!!
Mais uma vez, fica aqui registrado o meu orgulho e desejo de que dê tudo certo. 
Neste domingo, o Ilê fará mais um show no Parque da Cidade, às 11h da manhã e a entrada é totalmente grátis. Claro que estarei lá!!
Ufanisi!