quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O emotivo discurso de despedida Barack Obama em 7 frases

Confira sete frases simbólicas do último discurso de Barack Obama, compiladas pela BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC:
1."Vocês foram a mudança": Obama deu crédito aos cidadãos pelas várias realizações de seu governo, como o descongelamento das relações com Cuba, o fim da recessão econômica, a queda da taxa de desemprego e o acordo nuclear com o Irã.
2."O futuro está em boas mãos": foi a forma otimista do líder de dirigir-se às novas gerações que, segundo ele, "em breve serão maioria".
3."No entanto, não estamos onde precisamos estar. Todos nós temos muito trabalho para fazer", refletiu Obama frente ao racismo existente nos Estados Unidos.
4."A democracia pode cambalear quando entregue ao medo", foi o que disse o presidente americano sobre a crescente intolerância frente a minorias, principalmente em relação à discriminação contra a comunidade muçulmana nos Estados Unidos.
5."Assumam o desafio das mudanças climáticas": Obama destacou que, em oito anos, conseguiu reduzir a dependência de seu país por combustíveis fósseis e dobrou as reservas de energias renováveis. Ele pediu aos americanos para não abandonar essa agenda. "Nossos filhos não terão tempo para debater a existência das mudanças climáticas. Estarão ocupados lidando com seus efeitos", concluiu.
6."Peço a vocês que criem": o "último pedido como presidente" de Obama foi um apelo para que os americanos usem suas habilidades para mudar as coisas.
7."Sim podemos": assim concluiu o presidente dos Estados Unidos em seu discurso. Ele afirmou que ter servido a seu país foi a maior honra de sua vida. Depois agradeceu à plateia, pediu a Deus que "continue abençoando os Estados Unidos" e terminou a fala.
A matéria completa pode ser vista no link:

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Olodum - 30 anos de "Faraó, Divindade do Egito"



Em 2017, "Faraó", como é mais conhecida uma das mais famosas músicas do Olodum e do samba-reggae, completa 30 anos. A união entre mitologia africana e a batida dos tambores é a principal marca dos blocos afro baianos, como Ilê Aiyê, Malê Debalê, Cortejo Afro, Muzenza, Filhos de Gandhi, além do próprio Olodum, entre vários outros.
Segue a música:




Faraó, Divindade do Egito

Deuses!
Divindade infinita do universo
Predominante
Esquema Mitológico
A ênfase do espírito original, Shu
Formará, no Éden, um ovo cósmico

A Emersão!
Nem Osíris sabe como aconteceu
A Emersão!
Nem Osíris sabe como aconteceu

A Ordem 
Ou submissão do olho seu
Transformou-se
Na verdadeira humanidade

Epopeia!
Do código de Geb
E Nut
Gerou as estrelas

Osíris!
Proclamou matrimônio com Ísis
E o mau Set
Irado, o assassinou
E impera

Hórus, levando avante
A vingança do pai
Derrotando o império
Do mau Set
Ao grito da vitória
Que nos satisfaz

Cadê?
Tutancâmon
Hei, Gizé!
Akhaenaton
Hei, Gizé!
Tutancâmon
Hei, Gizé!
Akhaenaton

Eu falei Faraó

Êeeh, Faraó!
Eu clamo Olodum, Pelourinho

Êeeh, Faraó!
Pirâmide, a base do Egito

Êeeh, Faraó!
Eu clamo Olodum, Pelourinho
Êeeh, Faraó...


Que Mara Mara
Maravilha êh!
Egito, Egito, êh!


Que Mara Mara
Maravilha, êh!
Egito, Egito êh!
Faraó ó ó ó ó!
Faraó ó ó ó ó!

Pelourinho, uma pequena comunidade
Que porém o Olodum unira
Em laço de confraternidade
Despertai-vos
Para cultura egípcia no Brasil
Em vez de cabelos trançados
Veremos turbantes de Tutancâmon

E nas cabeças
Enchem-se de liberdade
O povo negro pede igualdade
Deixando de lado as separações


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Be Strong!


2016 não foi um ano fácil. Levamos muita porrada, tanto no sentido denotativo quanto no conotativo da palavra. Encaramos vários desafios, mas ainda estamos aqui. Sobrevivemos!
Às vezes, nossa única alternativa é ser forte, nossa corrida nunca acaba. O que importa é manter a cabeça em pé e derrubar as adversidades, uma por uma!
Feliz 2017!

Amandla!
Ufanisi!
Ubuntu!
Uhuru!
Sankofa!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

70 anos de Steve Biko


Stephen Bantu Biko, ou Steve Biko, nasceu na África do Sul, em 18 de dezembro de 1946, e morreu em 12 de setembro de 1977, aos 30 anos, após ser preso e torturado. Ativista anti-apartheid sul-africano na década de 1960 e 1970, Biko não faz somente parte da memória política de seu país, mas também da memória da cultura ocidental. O Movimento da Consciência Negra de Biko agregou para si o slogan Black is Beautiful, que nos Estados Unidos destinava-se a dissipar a noção de que as características físicas dos negros — como cor da pele, detalhes do rosto e cabelos — seriam feias. O movimento também incentivava homens e mulheres a pararem de esconder seus traços afros alisando o cabelo, clareando a pele, etc. Porém, na África do Sul, a luta análoga era outra, muito mais básica, e o Black is Beautiful de Biko significava algo como “você tem que olhar para si mesmo como um ser humano e aceitar a si  mesmo como você é”.

Mas tais referências culturais são apenas ornamentos para a vida de um grande mobilizador da população negra sul-africana. As muitas organizações fundadas por Biko iam no caminho inverso das lições de inferioridade racial ministradas aos negros por ordem do governo da África do Sul. Ele desejava que os negros tivessem consciência de suas capacidades, que pudessem ocupar cargos destinados apenas aos negros, além do fim da educação limitada, pois muitas disciplinas simplesmente não podiam ser ministradas aos negros do país.
Em 18 de agosto de 1977, Biko foi preso em uma barreira policial e interrogado por oficiais da polícia. Esse interrogatório ocorreu na sala de polícia nº 619 do Edifício Sanlam em Port Elizabeth. O interrogatório durou 22 horas e incluiu tortura e espancamentos, resultando em coma. Ele sofreu graves ferimentos na cabeça e, após as torturas, foi acorrentado às grades de uma janela durante um dia inteiro.

Dias depois, em 11 de setembro de 1977, a polícia resolveu levá-lo, nu e algemado, para uma prisão com instalações hospitalares, mas ele morreu logo após chegar, em 12 de setembro. A polícia divulgou que sua morte foi resultado de uma prolongada greve de fome, mas a autópsia revelou múltiplas contusões e escoriações. Seu fim deveu-se a uma hemorragia cerebral. O jornalista Donald Woods, editor e amigo de Biko, e Helen Zille, mais tarde líder do partido político da Aliança Democrática, expuseram a verdade sobre sua morte.
A notícia espalhou-se rapidamente. O funeral foi assistido por mais de 10 mil pessoas, incluindo numerosos embaixadores e outros diplomatas da Europa Ocidental e dos Estados Unidos. O mesmo Donald Woods fotografou seus ferimentos no necrotério. Woods foi mais tarde forçado ao exílio, passando a fazer campanha contra o apartheid na Inglaterra. Também foi autor do livro Biko, mais tarde transformado no filme Cry Freedom, de Richard Attenborough, com Denzel Washington no papel de Biko.
Em 1978, a Justiça sul-africana decidiu que não havia provas suficientes para acusar os oficiais de homicídio. Faltariam testemunhas. E, em outubro de 2003, o Ministério da Justiça Sul-Africano anunciou que os cinco policiais acusados de matar Biko não seriam processados também em razão de insuficiência de provas.
Steve Biko nasceu em Ginsberg, bairro de King Williams Town. O nome do bairro é o do dono da fábrica de velas instalada no local no início do século 20. Ginsberg não gostava que seus empregados fossem muito longe quando não estavam na fábrica. Então, conseguiu que a administração municipal mandasse construir em torno dela as primeiras casas do futuro bairro.
Foi em uma dessas casinhas que Steve Biko cresceu. Foi criado pela mãe Alice, cozinheira no hospital vizinho. Inteligente e com grande capacidade de liderança, Biko estudava medicina quando foi expulso da Universidade da Província de Natal, no ano de 1972, em razão de suas atividades políticas. No ano seguinte, foi “banido” pelo governo do apartheid. A punição era incrível: ele não estava autorizado a falar com mais do que uma pessoa de cada vez. Também não podia escrever publicamente ou falar com a imprensa. Esta também foi proibida de citar qualquer coisa que ele dissesse.

Steve Biko tinha grande preocupação com o desenvolvimento de uma consciência negra. Pensava que tal desenvolvimento teria duas fases: a primeira seria de “libertação psicológica” e a segunda de “libertação física”. A bibliografia aprecia fazer a ligação entre Biko e a não-violência de Gandhi e Martin Luther King, mas ele sempre entendeu que a libertação física só se daria fora das realidades políticas do apartheid. Ou seja, havia antes que derrubá-lo. Outro fato que costuma ficar oculto são suas posições políticas. “Racismo e capitalismo são faces da mesma moeda”, dizia.
Em 1972, Biko foi um dos fundadores da Black Peoples Convention (BPC). Trabalhava em projetos de melhorias sociais nos arredores de Durban. Com o tempo, o BPC acabou por reunir cerca de 70 diferentes grupos de consciência negra e associações como o South African Student’s Movement (SASM), que desempenhou um papel significativo na Revolta de Soweto de 1976, a National Association of Youth Organisations e a Black Workers Project que apoiaram os trabalhadores cujos sindicatos não foram reconhecidos sob o regime do apartheid. Biko foi eleito o primeiro presidente do BPC e, como recompensa, recebeu a citada expulsão da escola médica.

Sobrou-lhe trabalhar em tempo integral para o BCP. Mesmo banido pelo apartheid, Biko ajudou a criar Zimele Trust Fund, fundo de assistência financeira a presos políticos e a suas famílias. Steve Biko era considerado perigoso pela habilidade para organizar a população e porque procurava investir nas comunidades e inspirar a juventude negra do país.
As circunstâncias brutais da morte de Biko tornaram-no um mártir e um símbolo da resistência negra ao regime de apartheid. Logo após seu assassinato, o governo sul-sfricano proibiu que uma série de pessoas falassem — incluindo Donald Woods — e fechou várias organizações, especialmente os grupos da Consciência Negra associados a Biko. O Conselho de Segurança das Nações Unidas respondeu com um embargo de armas contra a África do Sul.
Representando este homem também interessado por artes, educação e desenvolvimento econômico, a família Biko recusou a ideia de construir um mausoléu. Um túmulo grandioso talvez o retirasse da companhia de camaradas enterrados, como ele, em modestos pedaços de terra.
Nelson Mandela disse a respeito de Biko: “Eles tiveram que matá-lo para prolongar a vida do apartheid“.
Fonte: Sul21.com.br


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

6 Anos de Ufanisi!


Hoje é um dia especial, por vários motivos.

No dia 14 de dezembro de 1994, há 22 anos atrás, Nelson Mandela,
a principal inspiração para o UFANISI, lançava sua autobiografia: Nelson Mandela: Longa Caminhada até a Liberdade. 

Há 6 anos, no dia 14 de dezembro de 2010, este blog publicava seu primeiro post, que pode ser conferido neste link.

E a notícia mais importante de todas: Hoje, 14 de dezembro de 2016, acabo de descobrir que serei pai! 

Ainda não sei muito o que pensar, mas, como sempre faço, prefiro sempre agradecer. A todos que me fazem bem e me motivam com palavras e ações, e aos que me fazem mal, porque me inspiram a ser melhor ainda. 

O tempo passa rápido, né? As mudanças acontecem numa velocidade assustadora e as nossas prioridades mudam na mesma proporção.

Prosperidade!


domingo, 20 de novembro de 2016

Consciência Negra, uma atitude diária


A data de hoje tem um significado simbólico muito forte para nós. É um dia de reflexão, para ver onde avançamos e onde ainda precisamos avançar. Marca a data do assassinato de Zumbi, líder do Quilombo de Palmares, no ano de 1695. 

Palmares foi a maior expressão de resistência Negra ao sistema instituído, ao status quo escravista que reinava absoluto no Brasil. Por esta razão, o 20 de Novembro é muito mais celebrado pelas populações Negras do que o 13 de Maio, a data de abolição formal da escravidão em 1888, ideia vendida como se a nossa liberdade fosse um grande ato de benevolência da família real luso-brasileira e, por esta razão, rechaçada pela maioria de nós.

Que sejamos Negros e Negras, assim, com "N" maiúsculo, durante o ano inteiro. Celebremos a data, mas que nossas discussões, reflexões e batalhas sejam diárias. Que tenhamos coragem de enfrentar o sistema racista opressor por todos os meios necessários, tal qual fez Zumbi, Dandara, Luísa Mahin, Maria Felipa, Rolihahla Mandela, Mãe Stella de Oxóssi, Malcolm X, Martin Luther King Jr., Rosa Parks, Abdias do Nascimento, Angela Davis, Walter Sisulu, Maria Quitéria, João Cândido, o Levante Malê, a Revolta dos Búzios, os Panteras Negras, o Reaja e muitxs outrxs pelo mundo.

Vamos espalhar nossa beleza e nossa luta pelo mundo. Vamos estudar, ler sobre o passado dos nossos e das nossas, vamos ocupar os espaços de decisão e provar que nosso lugar é onde a gente quiser!

A Ancestralidade africana já nos ensinou: "Quando não existe inimigo no interior, o inimigo no exterior não pode te machucar".

Ubuntu! Ufanisi!


sexta-feira, 11 de novembro de 2016